domingo, 23 de outubro de 2011

Guerras

Desde que existe, o bicho-homem, desencadeia lutas, rixas, contendas, batalhas ou Guerras, por tudo e por nada :
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Por motivos territoriais, raciais, religiosos ou, muito simplesmente, porque não gosta da cara do vizinho...

Tudo deve ter começado com o arremesso de pedras, depois à paulada, à mocada, com setas e flechas, espadas, pistolas, espingardas, canhões, metralhadoras, obuses, tanques, aviões, navios, submarinos, porta-aviões, mísseis, minas, bombas de fragmentação, atómicas, de neutrões, etc.

Até onde irá esta escalada de violência ? Da procura de inflingir o máximo sofrimento possível, a outros seres-humanos ?

Se tivessem possibilidade de se observarem, de bem alto, veriam as figuras ridículas que têm vindo a fazer, ao longo dos Séculos :

Minúsculos seres, atacando-se constantemente uns aos outros, primeiro à pedrada ou à paulada, depois à flechada, espadeirada, etc. etc.;
Construindo fortes, fortalezas e castelos, para logo os derrubarem, primeiro com catapultas, depois com canhões, obuses, etc.;
Obrigando indefesos animais a participarem nas suas pelejas (cães, bestas de carga, cavalos e, até, elefantes);
Poluindo terra, céu e mares, com as suas minas, aviação e marinha militares;
Esgotando preciosos recursos do planeta, para poderem construir todo um -cada vez mais sofisticado- arsenal-bélico;
Traçando fronteiras a regra-e-esquadro, num Planeta que deveria ser uno, e acessível a todas as Criaturas.

E qual foi o benefício que a Humanidade retirou de todos esses confrontos ? Apenas, o escandaloso enriquecimento de uns quantos Senhores-da-Guerra!

Se todo o dispêndio de energia, utilizado na construção de fortins e fortalezas, fosse usado para se erguerem teatros, museus ou bibliotecas;
Se o tempo despendido no ensino de artes-marciais, manuseamento de armamento, etc., fosse aplicado na alfabetização e cultura dos Povos;
Se os recursos e combustíveis utilizados nas Guerras, fossem usados na construção de robots-caseiros, poços, casas-confortáveis, aerogeradores, etc.;
Se em vez de se comprarem submarinos, se comprasssem...supositórios.

Não estaria a Humanidade, hoje em dia, muito mais evoluída ?
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(Cada vez os recrutam mais cedo)
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Picareta Escribante

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

EruditISMOS

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Todas as noites, a partir das 19 horas, dedico o meu mural do Facebook a um "Programa Cultural" ; como a maioria dos que por lá andam, comecei por postar apenas músicas, aleatoriamente ao meu gosto pessoal; mas cedo passei a postá-las por temas (várias versões do mesmo tema, popular, jazz, romântica, blues, de dança, clássica, de filmes, de novelas e, até, de jingles-publicitários); Depois, e sem nunca deixar de acompanhá-las por músicas apropriadas, passei às biografias de Personalidades ligadas à Escultura, à Pintura, à Arquitectura, ao Cinema, à Engenharia, à Astronomia e, até, à Astrologia; Posteriormente, encetei várias "voltas ao Mundo" (por Países, por Regiões e por Cidades). Presentemente, depois de ter postado Efemérides por anos, encontro-me a postar as Efemérides dos vários dias do ano.

Num desses "programas", ao postar o início da guerra Irão/Iraque, surgiu um comentário humorístico sobre as desavenças entre Árabes e eu, como sempre faço, respondi no mesmo tom. Logo apareceu outro comentário, esclarecendo que os Iranianos não são árabes mas sim persas; Outro ainda, chegou ao pormenor de, por ter escrito Irã em vez de Irão (devido a uma normalíssima gralha), questionar se tal faria parte do novo acordo-ortográfico.

Porque será que, as pessoas que são eruditas em determinada área (desconhecendo totalmente, na maioria dos casos, muitas outras), não são capazes de condescender com algum desconhecimento nessas matérias, e logo surjam a mostrar o que sabem, e a corrigirem os outros ?

Pelo contrário, quando os assuntos são tratados com um pouco mais de profundidade, quem os desconhece até agradece que assim o façamos (Tenho recebido muitas mensagens de pessoas, que dizem ter aprendido mais com estes meus singelos "programas", do que em muitos anos de Escola; alguns, chegam, até, a escrever que tenho vindo a desempenhar um verdadeiro Serviço de utilidade-pública, que competiria a Organismos-oficiais).

Claro está, que podia apresentar os temas com muito mais profundidade mas, dado o pouco espaço/tempo de que disponho, e a diversidade das pessoas que me acompanham, prefiro apresentá-los de forma mais leve, sob pena de tornar-me muito aborrecido (procuro até -sempre que possível- acrescentar umas pitadas de humor, para apresentar os temas da forma mais atraente possível).

Quanto aos Críticos, são do mesmo tipo dos perfeccionistas que embirram, por exemplo, com os "Il Divo" porque acham que, sendo tenores, deviam cantar apenas música-clássica; esquecendo que, a educação-musical não pode começar "por cima", e que eles têm dado um bom contributo à aproximação do Povo, ao canto-lírico.

É de lamentar que, algumas pessoas, desprovidas de senso-de-humor e habituadas a tudo teorizarem, não compreendam que não é com a utilização sistemática de "palavras-caras", de "jargões técnico-científicos" ou de temas demasiadamente especializados, que conseguem atrair mais pessoas para a Cultura.
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Picareta Escribante

terça-feira, 18 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

REC. - Sinalização Rodoviária

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Após mais uma (cansativa) viagem por este País, cumpre-me reclamar (uma vez mais) sobre o (mau)-estado da sinalização das nossas Estradas :

- A maior parte das sinalizações, indicando a localização de Localidades, só se encontram em cima dos respectivos cruzamentos; muito raramente, se encontram placas uns quilómetros antes dos cruzamentos, avisando atempadamente a existência destes (como sucede em todos os Países civilizados).

- A maioria dessas placas não são reflectoras pelo que, à noite então, tornam-se praticamente invisíveis.

- Nunca indicam a quilometragem a percorrer, desde o cruzamento até às respectivas Localidades, (para que os viajantes possam avaliar se merece, ou não a pena, fazerem o desvio).

- Estradas cortadas para obras, não são previamente sinalizadas da sua interdição (num cruzamento anterior), obrigando os automobilistas a voltarem para trás ou a fazerem grandes desvios.

Continuam, as Autoridades, a queixarem-se por os níveis de sinistralidade continuarem a subir : Com este tipo de sinalização (em cima da hora), que conduz a manobras bruscas e precipitadas, até admira como não se verificam ainda mais Acidentes !

Muitas destas Reclamações já aqui as deixei registadas em anos anteriores mas, pelos vistos, caíram em saco-roto (de cada vez que muda o Governo, tudo regressa à estaca-zero) pois, não só não se verificam alguns progressos, como tudo parece estar ainda pior de ano-para-ano.

Num País que dizem querer-se voltado ao Turismo, até é de admirar - com a má sinalização das nossas estradas- como alguns turistas ainda conseguem
encontrar o caminho para locais que desejam visitar (muitos, decerto, desistirão e -exasperados- tão depressa cá não voltarão).
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Picareta Escribante