quinta-feira, 7 de novembro de 2013

mHerdar em Vida

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Um amigo meu, Solteirão dos quatro costados, possui uma boa casa.
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Não tem, portanto, mulher ou filhos mas, como tinha muitos irmãos, os sobrinhos são "mais que as mães".
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Alguns deles, à conta de "empréstimos", tudo têm feito para despejar-lhe a conta-bancária.
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Outros, já lhe fizeram saber que, por morte dele , estão interessados em ficar com a sua casa.
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E o Homem anda um pouco baralhado, sem saber qual deles vai conseguir ficar com a habitação...
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Para lhe esclarecerem essa dúvida que tal fazerem já um Leilão, e entregarem-lhe a verba apurada, para que  possa gozar um fim-de-vida tranquilo ?!
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Sempre que tenho conhecimento de um caso destas (e, infelizmente, são cada vez mais frequentes), vem-me à lembrança uma cena do filme "Zorba, o Grego" em que uma velhota estava no seu leito de morte, sendo velada por umas corujas carpideiras e, de cada vez que fechava os olhos, imediatamente elas se levantavam para rebuscarem nas gavetas algo de valor; mas, quando ela voltava a abri-los, logo disfarçavam, voltando a carpir.
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Esta cena era passada há já bastantes anos, numa remota ilha grega; pelo que, seria suposto que - passados tantos anos e em locais mais civilizados - tal já não fosse uso corrente.
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Mas a "Civilização" parece estar a regredir a passos largos e, presentemente, não só ninguém consegue deixar arrefecer tranquilamente os seus familiares defuntos nos caixões, sem que logo se iniciem as negociatas; como, mesmo muito antes de falecerem, já andam a disputar (como cães raivosos) os seus pertences, que levaram uma vida inteira a acumular, para deles se poderem usufruir na velhice.
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Picareta Escribante

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Apreciação de Restaurante

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Restaurante da Pensão Montanha - Monte Real :
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Entra-se para uma ampla sala; ao fundo, existem WCs e Cozinha à esquerda e, transposta uma tasquinha, encontra-se uma outra sala-de-refeições.
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Os cestos de pão contêm pão-branco e fatias-finas de broa-de-centeio; a pedido, vieram umas azeitonas retalhadas; queijos-frescos, não havia.
O vinho-da-casa é aceitável; Serviço um pouco lento, mas simpático.
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Às 4ªs Feiras apenas fazem Cozido-à-Portuguesa; este surge em grande travessa, com carnes e enchidos de qualidade, mas sem couve-portuguesa (só lombardo), sem galinha, sem feijão e sem hortelã; nabo e arroz (seco), só a pedido; As carnes demasiado apaladadas, e os legumes demasiadamente engordurados.
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Sobremesas variadas e caseiras; o bolo-de-pudim, foi o melhor da refeição. Cafés, de uma marca desconhecida.
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A refeição ficou pelos 9€50/pessoa e, dadas as quantidades e qualidade dos ingredientes que surgiram*, não pode exigir-se muito mais; mas, um pouco mais de cuidado na confeção (sobretudo, desengordurando o caldo-das-carnes), não lhes custaria nada (basta introduzir uma laranja inteira durante a cozedura).
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Recomendável para quem lá se encontre mas, quanto a nós, sem justificar uma deslocação propositada.
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(*) - O que mais nos agrada num Cozido, para além da qualidade dos Ingredientes, é a variedade destes (poder misturar texturas e sabores); E não, demasiada quantidade de uns (mesmo dos melhores), e pouca quantidade (ou nenhuma) de outros (mesmo dos mais baratinhos).
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Picareta Escribante

terça-feira, 5 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Apreciação de Restaurante

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Portal de Carnide - Lisboa :
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Fica junto ao Largo do Coreto, num edifício do Conservatório-de-Música; Entra-se por uma sala-interior, com balcão à esquerda e WCs à direita mas, descidas umas escadinhas, acede-se a um quintal onde existem duas boas esplanadas (uma em pavilhão, outra sob chapéus-de-sol).
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A Ementa tem bastante variedade de Especialidades, quer de peixe quer de carne, sendo que a especialidade-da-casa é o bife-na-pedra.
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O serviço é simpático, embora um pouco descoordenado.
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As Entradas são constituídas por manteigas e patés, queijos-frescos e azeitonas-temperadas (1€); pão, tipo bolas-saloias (0€45).
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Uma entrada de cogumelos (vulgares) grelhados com tiras de bacon (num molho bastante gorduroso - se são grelhados, e não fritos - como se justifica tanto molho ?) = 3€90; 1 jarro de sangria = 9€
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O entrecosto-grelhado (9€50) e os secretos (10€90), apresentaram-se acompanhados de batatas-fritas e arroz-branco.
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A massada-de-cherne (12€), com algum peixe e gambas, muitos pimentos e caldo, e uma massa demasiado miúda.
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O bife-de-atum (12€), veio acompanhado de batatinhas assadas e migas-de-broa, mas temperado com coentros e alho crus.
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Nos doces, tanto o bolo-de-chocolate (3€90), como o pudim de Priscos (3€50), cumpriram a sua obrigação; Cafés a 0€85.
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Esta refeição ficou pelos 15€/pessoa, o que poderá justificar-se quanto ao ambiente, às quantidades e ingredientes, mas merece alguns reparos em relação à confeção (bem menos conseguida, que da ultima vez que o visitámos).
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Nota da Redação:
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Quando elogio um Restaurante, raramente me agradecem o "piropo"; Mas, quando digo menos-bem de outros, quase sempre surge um "cliente" indignado, em "defesa da sua dama"; Podiam aceitar as críticas que faço (apenas no sentido de melhorarem o serviço) com desportivismo; já não falando em agradecerem o tempo que gasto a dar sugestões para corrigirem-no. Mas preferem invocar o seu estatuto de especialistas, com muita experiência no Ramo.
Talvez não tenham tantos anos de experiências-gastronómicas como eu, tendo degustado todo o tipo de iguarias e frequentado centenas de Restaurantes - no País e no Estrangeiro (sendo que, em Portugal, já percorri os melhores Estabelecimentos de Comida-Regional).
Podem estar há muito tempo estabelecidos na Restauração mas, com a azafama da gestão diária de suas casas, não terem oportunidade de compararem os seus procedimentos com os demais, e com as novas tendências que vão surgindo.
Como tal, acho que só lhes ficaria bem, se dessem mais atenção a quem tem uma visão-global do Ramo.
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Picareta Escribante

domingo, 3 de novembro de 2013

Des.botar

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Nas ultimas Eleições-Autárquicas, como em todas as anteriores, assistiu-se a um desfile de hipocrisia por parte dos candidatos, e a um chorrilho de disparates por parte dos Eleitores :
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- Muitos, só porque conseguiram entrar numa lista de um qualquer candidato, desataram a visitar amizades (a quem já não ligavam há anos), só para lhes recomendarem (velada, ou descaradamente) que votassem num fulano, que "nunca viram mais gordo". Tudo para, se conseguissem que "o cavalo em que apostaram, se chegue à manjedoura", também eles se banquetearem com a rês-pública (nem que seja com migalhas, desde pequenos-gamanços à utilização de equipamentos-públicos em seu proveito-pessoal).
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- Algumas Senhoras, então, assim como escolhem uma casa pela cor das paredes (pouco ligando à qualidade de construção), ou um carro pelas linhas aerodinâmicas (pouco se importando com a mecânica), etc. etc., também continuam a votar nos candidatos, pelas "fachadas" e não pelos conteúdos.
E ouvem-se "pérolas" como :
- Preferia que  ganhasse aquele puto novinho, pois o outro está muito velho (como se a experiência -o calo- não servissem para nada).
- O Candidato que ganhou aqui, tem cara de xoninhas, não deve resolver nada.
Etc. etc. etc.
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E é esta a Democracia em vigor no nosso País : Estão os destinos de uma Nação, dependentes dos votos de pessoas que mal sabem ler-e-escrever, quanto mais avaliar e escolher !
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Mas para a maioria dos Candidatos, até convém que assim seja pois, com um Povo destes, nem precisam esforçar-se muito para manipula-lo.
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A muitos, sempre que os ouço falar, vêm-me à lembrança os antigos charlatães da banha-da-cobra; só que, agora, este vez de precisarem montar a banca em qualquer Feira ou Jardim-público, têm à sua disposição toda a Imprensa - escrita, falada e televisionada.
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Indivíduos que, quando estiveram no Poder, ficaram mais que chamuscados com processos de compadrios, corrupção, etc., reaparecem poucos anos depois, todos "frescos que nem uma alface", assobiando para o ar, como se nada fosse com eles.
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Outros, surgem como Comentadores, dando palpites (de como se deve fazer...mas eles não fizeram), como se fossem um exemplo a seguir.
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Não há muito tempo, havia algo a que se chamava "vergonha-na-cara"; Presentemente, parece que já ninguém sabe muito bem o que isso é !
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Picareta Escribante


sábado, 2 de novembro de 2013

Apreciação de Restaurante

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Restaurante Imperial - Bombarral
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Fica junto ao antigo quartel-de-bombeiros daquela Localidade; tem entrada pelo Largo, onde fica a churrasqueira com duas salas mais "populares"; mas também pela Rua (por uma Pastelaria) com balcão à esquerda e uma salinha, aconchegante e recentemente remodelada.
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O Serviço é simpático e fluido.
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A Ementa não é muito extensa tendo, para além dos grelhados, um prato-do-dia de peixe e outro de carne; no dia em que o visitámos, havia : solha frita com arroz-de-tomate, e bochechas de porco.
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As entradas são constituídas apenas por bolas de pão, quentes (0€25) e azeitonas-retalhadas (0€40); O vinho da casa é bebível (1/2 jarro = 1€20)
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As bochechas apresentaram-se com batatinhas no forno, e arroz-de-cenoura; Embora, nesta Região não as assem sequinhas como no Alentejo (antes a "guisando" numa cebolada), estas foram as que mais se aproximaram da receita-original (por terem sido temperadas com massa-de-pimentão).
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Nas sobremesas (a 2€) embora se trate de uma pastelaria, não existe grande escolha nem especialidade; Cafés a 0€60.
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A refeição ficou, assim, por 10€/pessoa o que pode considerar-se bastante satisfatório.
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Picareta Escribante
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