sábado, 23 de março de 2013

Imagens do Mundo - Portugal - Lisboa (CLXXXI)

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Palácio Monte Real :
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Palácio Palmela (Procuradoria Geral da República) :
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Picareta Escribante

sexta-feira, 22 de março de 2013

Apreciação de Restaurante

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O Alcochetano - Alcochete :
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Fica no Largo da Misericórdia (frente ao Museu) de esquina, numa casa branca baixinha com as portas e janelas debroadas a azul. Tem uma pequena sala, com churrasqueira, balcão, cozinha e WCs à direita, e uma esplanada coberta, no passeio da esquerda.
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Tem uma Ementa variada, com predominância para os peixes-grelhados, e mariscos. As doses, oscilam os 10 €; O vinho da casa, tanto o tinto como o branco adamado, são bebíveis; o cesto-de-pão é composto por fatias de broa-de-milho, e pão de centeio (muito gostoso). Como entradas, há manteigas e patés, azeitonas retalhadas e bom queijinho de ovelha (de Palmela/Azeitão). Serviço bastante simpático, embora algo demorado.
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A dose de amêijoas surgiu bem servida, e com um molho onde pontifica a cebola; Tanto a dourada, como os chocos, as ovas ou a costeleta grelhadas, apresentaram-se, em travessa, de boa assadura e frescura, acompanhadas por batatas, arroz e salada-mista.
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A refeição, sem sobremesa mas com marisco e cafés, ficou pelos 15 €/pessoa o que, dada localização, a qualidade dos ingredientes e da confeção, é perfeitamente justificável.
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Picareta Escribante

quinta-feira, 21 de março de 2013

Recordações de uma Infância Feliz II

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Dado que, na Avenida da República existia muito pouco comércio, era na Rua de Entrecampos que fazíamos as nossas compras.
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No caminho, passávamos pela Rua José Carlos dos Santos onde existia uma padaria com fabrico de pão (e como eu gostava de ir ver os padeiros tirarem os pães quentinhos do forno - ali também mandávamos assar cabritos, perus, etc.); Quase em frente, existia a Mercearia do Sr. Maximino (que, depois, passou a café) onde nos abastecíamos (e como eu gostava de, nas férias-escolares, ir para lá ajudá-lo a arrumar as prateleiras, etc.); mais acima, existia a florista do Sr. Albano, onde costumava comprar flores para oferecer; já na esquina com a Rua de Entrecampos, estava uma papelaria que pertencia a um Sr. Carvalho; quando este se mudou para o Alto de Stº Amaro (Estudantina), onde vim encontra-lo quando ali passei a viver, passou a ser gerida por um Sr. Brito; na Rua de Entrecampos, existia outra Papelaria (do Sr. Zé) onde, quando vínhamos da Escola Primária do Bairro de S. Miguel, comprávamos estalinhos, bichas-de-rabiar e outros adereços de Carnaval; Mais à frente, existia um pequeno café, onde costumava comprar os rebuçados para as coleções de cromos; Seguia-se um lugar-de-hortaliças, que hoje em dia está transformado num conhecido Restaurante; contíguo a este, estava a entrada de uma Quinta, onde vivia o meu amigo J.A.R. (e como eu adorava ir para lá, brincar nas antigas capoeiras, ou com os peixes que existiam no tanque de rega; Um Tio desse meu amigo, que era o abegão da Quinta, ainda lá tinha umas vacas e, muitas pessoas, iam lá buscar leite acabado de mugir. Esta Quinta estendia-se quase até ao Aeroporto, e os Bairros de S. Miguel, Alvalade, etc. foram construídos em seus terrenos. Hoje em dia, até o seu Palacete (decorado com lindos azulejos, e com um belo repuxo no jardim), foi demolido para dar lugar a um edifício da P.T. .
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Frente a esta Quinta, a caminho do Apeadeiro (hoje Estação) de Entrecampos, existe um chafariz (onde íamos buscar água, quando havia cortes da EPAL). Atravessando a passagem-de-nível, a caminho do Campo-Pequeno, existia uma antiga capelista, uma fábrica de gressinos e uma loja de utilidades (onde costumava comprar presentes para oferecer); Em frente, um Convento de Freiras, onde frequentei a catequese e íamos à missa.
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Muitas compras faziam-se sem ser preciso sair de casa : de Caneças vinham as lavadeiras e as bilhas de água fresquinha; marçanos, iam entregar as mercearias a casa; varinas apregoavam o seu peixe na rua, e colocavam-no num cesto que descíamos da varanda; ardinas, mandavam os jornais para as janelas; e, na época da caça, a mulher de um caçador levava-nos, numa alcofa, perdizes, lebres, galinholas, coelhos-bravos ...
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Quando era preciso fazer compras maiores, metíamo-nos num eléctrico até ao Saldanha (antes das obras do Metro, existiam eléctricos que vinham do Lumiar para o Martim-Moniz - pelo caminho entretinha-me a apreciar os lindos Chalets -que existiam dos dois lados da Avenida, alguns Prémios Valmor- e que, hoje em dia, foram quase todos substituídos por gaiolas de betão) onde, na antiga Praça do Matadouro (atual Sede da P.T.), existia grande variedade de legumes, carnes, peixes, etc. Na Duque de Ávila, comprávamos um lote de café Cabo Verde/Timor (moído na altura), e produtos de charcutaria (na Dava). No regresso, costumáva-mos ficar no Campo Pequeno, onde existia a Pastelaria Ideal da Avenida (de uns Srs. Silva), onde me deliciava com um dos seus deliciosos éclairs.
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Da janela do 4º andar, onde passava longos momentos (relatando a passagem dos autocarros, ou contando o número de "carochas" que passavam - pelo Carnaval, enfeitavam-se as varandas com serpentinas e, na noite de Santo António, queimavam-se alcachofras e lançava-se fogo-de-artifício) avistava-se, antigamente, o Depósito Geral de Gados (os comboios traziam vagões carregados de reses diversas, que ali eram descarregadas e apartadas, para seguirem para o matadouro da Fontes Pereira de Melo); com a transferência do matadouro para os Olivais, aquele depósito foi desactivado dando, posteriormente lugar à saudosa Feira Popular (onde passava as minhas noites de Verão). A vista prolongava-se por hortas (onde ainda existiam "picotas" - e que deram lugar à sede da Marconi e ao Bairro Santos), até à Serra de Monsanto (onde, à noite, se podiam avistar os focos dos holofotes das baterias anti-aéreas). Mas, a melhor vista, era quando se verificavam as inundações : durante muitos anos, sempre que chovia com mais intensidade, toda a área entre o Campo Grande e o Campo Pequeno ficava alagada e, principalmente, sob o viaduto do caminho-de-ferro, atingia considerável altura (muitas vezes, para entrar em casa, tinha que arregaçar as calças, e descalçar sapatos e meias); mas logo que chegava a casa, corria para a varanda para ver o espectáculo : dos bombeiros a resgatar pessoas que ficavam empanadas nos carros, ou de peões que se aventuravam a atravessar a Avenida e, tropeçando nos passeios, caíam de chapuz na lama...
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Enfim, um fartote !
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Picareta Escribante

quarta-feira, 20 de março de 2013

Recordações de uma Infância Feliz I

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O Prédio nº 74, da Avenida da República (em Entrecampos - Lisboa), traz-me gratas recordações de infância :
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Nas Lojas, funcionavam a Farmácia Alcântara (que ainda hoje lá está mas, na altura, era de um Senhor muito alto, de apelido Alcântara; pelo falecimento deste, foi tomada por umas Senhoras espanholas (de apelido Dolores), que passaram a viver por cima da Farmácia, no 1º Esquerdo).
Do outro lado, funcionava um depósito dos Leites Vigor, cujo encarregado era um Sr. Arnaldo (que, por vezes, me levava com ele, na carrinha, aos arredores de Lisboa, onde tinham a produção).
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No cubículo da Porteira, esteve uma Srª. Graça (que tinha uma sobrinha - que dizia "cavito" - com quem eu brincava); Depois, passou a ser a Srª A.S.,
cujo marido (J.D.) trabalhava no "Braz & Braz", e que tinham dois filhos (a A.M.S., e o R.D.S.) com quem também brinquei.
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No 1º Dto. vivia um Comandante da Marinha, que tinha uma filha (Létinha ?) que também casou com um oficial da Marinha; tinham como empregada a Srª Maria, que tinha uma sobrinha (Zéfinha ?) com quem eu gostava de brincar; também aí trabalhou uma moça chamada Fernanda (?), que depois emigrou para Inglaterra.
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No 2º Dto. morava um Senhor, sozinho (de que não me recordo o nome), que -salvo erro- era dono do depósito de Laticínios; No 2º Esqº moravam 3 irmãs (a Maria -divorciada - e as Dªs. Casimira e Sofia - solteironas); esta ultima, dava explicações a empregadas-domésticas; tiveram uma empregada (Anunciação), por quem tive uma paixoneta.
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Não me consigo recordar de quem morava no 3º Esqº; No 3º Dto. viviam a Deolinda, seu marido (Sr. Duarte - sapateiro) e sua mãe Mariquinhas;
tinha uma sobrinha A.M., que ia lá passar umas temporadas; curiosamente, depois de muitos anos sem sabermos nada um do outro, vim a encontra-la recentemente (já Avó), uma Instituição que ambos frequentamos.
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No 4º Esqº, morava o Sr. Semedo (com a sua esposa, e uma irmã solteira), que tinha uma loja de penhores (por falecimento destes, passou a viver lá a Porteira, e sua família). No 4º Dtº, vivia o escritor Manuel Fragoso com sua esposa e filhos; tinham uma empregada, chamada A.D.O.; e também lá morou o "Je".
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No 5º Esqº, residia o Sr. Oliveira (dono de depósitos de areia, no Areeiro) e esposa; tinham um sobrinho que ia lá passar uma temporadas, com quem costumava brincar (por falecimento destes, passou a viver lá o filho da Porteira). No 5º Dto., viviam o Sr. Prazeres (Escriturário, especializado em letra-inglesa - e em colecionar capicuas) e sua esposa, . Carolina (que fazia abat-jours); levava-me com ela, sempre que ia à Baixa aos arameiros ou comprar adereços, ou à praia de Caxias, ou visitar uma irmã que morava em Stª.Cruz de Benfica - e como eu gostava de ir até à Mata). Por falecimento destes, passaram a lá viver o irmão, a cunhada e a sobrinha da Porteira.
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No 6º Dto. (águas-furtadas), morava um Senhor que trabalhava nos correios (de que já não me recordo o nome); No 6º Esqº, vivia um Sr. Alfredo, com o filho e a nora; esta tinha uma sobrinha (Eunice ?), com quem gostava de brincar.
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Bons tempos que já lá vão e não voltam, pois a maior parte destas pessoas -infelizmente- já desapareceram.
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Se algum dos meus leitores conheceu alguma delas, agradecia que me contactasse, para "matarmos saudades" .
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Picareta Escribante

terça-feira, 19 de março de 2013

Apreciação de Restaurante

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Nota da Redação :
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Cumpridos que estão os primeiros 180 posts sobre Lisboa (muitos mais há, ainda, em edição), impõe-se fazer um intervalo para publicação de matérias mais actuais; brevemente regressaremos às "Imagens do Mundo".
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Zé Carvoeiro :
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Fica numa travessa, ao Poço de Borratém; é uma tasquinha à moda antiga, com mesas corridas e balcão de mármore; entra-se diretamente para uma pequena sala, com o balcão à direita, anexo e WCs à esquerda e cozinha/grelhador ao fundo.
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Tem uma Ementa variada (à base de grelhados); às 4ªs Feiras, há Cozido-à-Portuguesa (1 dose - 8€50; 1/2 - 7€)
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As entradas são constituídas por cesto com pão fatiado e boa-broa, e fatias de queijo. O vinho, em garrafas de 7,5 dl., é agradável; também há morangueiro. Serviço simpático e despachado.
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As meias de Cozido, apresentaram-se em travessinhas, com um pouco de tudo que lhe pertence.
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A refeiçao assim constituída (com cafés, mas sem sobremesas), ficou pelos 12€/pessoa - o que pode justificar-se pela qualidade dos ingredientes (principalmente dos enchidos - Minhotos), mas não pelas instalações (sobretudo, os assentos, podiam ser melhorados).
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Nota : poderão argumentar que, com uma Tasca, não pode ter-se o mesmo tipo de exigências que com um Restaurante-de-luxo; mas, então, que os preços praticados, sejam compatíveis com o ambiente e as instalações; as minhas apreciações baseiam-se sempre na permissa Qualidade/Preço : se os preços são moderados então, aí sim, não podemos ser muito exigentes; mas, quando extrapolam o razoável, há que denunciar a situação.
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Picareta Escribante

segunda-feira, 18 de março de 2013